A importância do exemplo pessoal na conversão dos familiares (Retirado da Revista "Obreiro Aprovado" )

A conversão dos familiares é uma das bênçãos mais almejadas para aqueles que tiveram um encontro com o Senhor Jesus e entregaram suas vidas a Ele. A forma com que tentam passá-lo a esse familiar, entretanto, é que vai determinar se eles vão se aproximar ou se afastar cada vez mais.
É perfeitamente normal, quando a pessoa se converte a Jesus, libertando-se dos vícios, da prostituição ou o que seja, que queira passar essa mesma felicidade para seus entes queridos. Uma das primeiras atitudes, então é convite para a igreja.
Pelo contentamento que sentem na Casa de Deus, aqueles que já Lhe conhecem acham que é quase impossível que o familiar não aceite o convite. A guerra a ser travada, entretanto, é espiritual, e muitas vezes acontece do parente responder de maneira rude, pois os demônios que atuam na vida dele não o largaram tão facilmente.
Se a pessoa convertida não mostrar para esse familiar, através da sua própria vida, que viver com Jesus é muito melhor, será difícil a conversão. É importante lembrar, então, de quando ela mesma se achegou ao Senhor Jesus: na grande maioria dos casos as pessoas O buscam pela dor, devido a sua enfermidade, problema sentimental, familiar ou financeiro; enfim, sem saída, buscam uma solução.
Esta é a situação mais oportuna para convidar alguém para ir à igreja e, mesmo assim, pode haver resistência por a pessoa convidada não ver uma diferença para melhor na vida daquele que fez o convite. Acontece também que, por orgulho, o familiar ao invés de ir à igreja, busque se refugiar na bebida, vícios, bailes, falsos amigos e até nas religiões.

O exemplo
O fator principal na conversão do familiar é dar o exemplo, assim como o apóstolo Paulo fazia: “Fiel é a palavra e digna de toda a aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por essa mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna” (I Timóteo 1. 15-16)
Quando alguém verdadeiramente se converte ao Senhor Jesus, abandonando a vida de pecados e se tornando uma nova criatura, batizando-se nas águas e logo em seguida buscando o batismo com o Espírito Santo, os frutos na sua vida apareçam naturalmente.
Sendo a grande característica dos salvos a vontade de salvar outras almas, nada é mais eficaz que seus próprios exemplos. Se, por exemplo, a pessoa era doente, passa a ser saudável; se era nervosa passa a transmitir calma e tranqüilidade a todos; o seu casamento é abençoado; a vida financeira é próspera e assim por diante.
Para aqueles que a conhecem, não será nem preciso falar muito, pois a sua vida já falará por si só. Para aqueles que não a conhecem, haverá poder nas suas palavras, pois não estará falando daquilo que não vive, e será comum aparecerem pessoas sofridas no seu caminho, pois o próprio Senhor Jesus certamente irá usá-la para resplandecer a sua Luz onde quer que vá.

Como orientar
Como orientar alguém que vive ainda em estado de inquietação quanto aos familiares? Os obreiros precisam deixar claro que é preciso, mais do que nunca, que a pessoas busque ao Senhor Jesus.
Diante da pergunta: “Devo esquecer meus familiares?”, a resposta tem de ser objetiva. “De forma alguma, mas a sua própria salvação deve estar em primeiro lugar”, é o que os obreiros devem explicar.
A pessoa precisa entender a necessidade de continuar orando pelos seus entes queridos, mas buscando para si, e certamente o Salvador fará a obra na sua família. Deve, então, ser orientada a encher seus pensamentos com os pensamentos de Deus, a ler a bíblia e os livros sobre a fé cristã, e a se envolver nos trabalhos da igreja, consciente de que não deve deixar que seus familiares lhe façam uma pessoa infeliz, mas sim mostrar a eles a verdadeira felicidade com o seu testemunho de vida.
Se a pessoa buscar orientação, os obreiros devem explicar que ela não deve se preocupar, mas sem manter-se firme, pois Deus sabe de suas necessidades. O importante é que ela esteja consagrando a sua vida para Deus, dia após dia.
Deus abençoe a todos.

Bispo Edir Macedo

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